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21/05/2019 19:14

Avianca Brasil se posiciona contra a nova proposta de compra feita pela Azul


Na proposta apresentada na semana passada, a Azul pediu leilão de uma nova Unidade Produtiva Isolada, mirando direitos de voo na ponte aérea Rio-São Paulo, pelo valor mínimo de US$ 145 milhões. A companhia aérea Avianca Brasil se posicionou nesta terça-feira (21) contra a nova proposta de compra de parte dos seus ativos feita pela rival Azul. No documento enviado para 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo, a Avianca Brasil afirmou que a proposta da Azul não é juridicamente viável por não ter a aprovação dos credores. Também pontuou que o plano apresentado impede que a empresa mantenha alguma atividade operacional, mesmo após a realização do leilão de partes dos ativos. Avião da companhia aérea Avianca decola no Aeroporto Internacional São Paulo Celso Tavares/G1 Na proposta apresentada na semana passada, a Azul pediu a realização de um novo processo competitivo com a proposta de uma nova Unidade Produtiva Isolada (UPI) pelo valor mínimo de US$ 145 milhões (o equivalente a cerca de R$ 590 milhões). A proposta da Azul previa uma nova UPI com 21 slots (autorizações de pouso e decolagem) que a Avianca detém atualmente no aeroporto de Congonhas, 14 no Santos Dumont e 7 em Brasília. "Mais que razoável, portanto, que qualquer (ou quaisquer) UPI (s) que venham a ser constituídas e alienadas devem se atentar à intenção da Recuperanda de manter atividade remanescente, e que não implique no encerramento da companhia", afirmou a Avianca no documento enviado para a Justiça. A empresa está em recuperação judicial desde dezembro do ano passado. Na prática, o pedido feito pela Azul representou um retorno da companhia na disputa pela Avianca Brasil, com uma oferta superior à apresentada inicialmente. Em março, a empresa fez uma proposta de US$ 105 milhões para comprar parte das operações da companhia, mas em abril anunciou a desistência, acusando Gol e Latam de agirem para evitar a concorrência da ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro, a mais cobiçada do país. A Gol e a Latam só entraram na disputa no início de abril. Os credores da Avianca já aprovaram um plano de recuperação judicial da companhia - se for adiante, a proposta prevê a divisão da companhia em sete UPIs. O leilão estava marcado para 7 de maio, mas foi suspenso por determinação da Justiça. A Avianca recorreu da decisão. Nos últimos dias, a Gol e Latam questionaram a nova proposta feita pela Azul para a compra de parte dos ativos da Avianca Brasil. Procurada, a Avianca Brasil disse que não iria comentar. Initial plugin text

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